domingo, 27 de junho de 2010

“No cimo do monte tinha um banquinho, e muitas luzinhas”

E fácil olhar para ti mesmo que tu não olhes

Olho para o teu sorriso e canto

Quero crescer no teu mundo

Quero aprender a ser feliz

Não quero saber o que os outros pensam

Mas sim o que sentes

E ver a vida que carregas a crescer também

E ser feliz num lugar

Onde podemos e vamos ser felizes

Num lugar onde há

Um monte e um banquinho

E muitas luzinhas

Eu amo-te

É lá que te vou pedir

Para nos vermos crescer

E poder dizer que onde tudo começou

Tudo vai durar para a eternidade

Respiro o ar que respiras

E posso dizer que vivo sufocado

Porque tu me tiras o fôlego

Mas eu gosto dessa sensação

Que nunca antes senti

E que espero vir a sentir sempre

Vejo nos teus olhos o meu caminho

E é nele que quero caminhar

É nele onde me quero fechar

E nunca mais sair

Não quero que tu me deixes sair

Para podermos ser felizes

“No cimo do monte tinha um banquinho, e muitas luzinhas”

Tempo

Não me esqueço do tempo

Que passa bem rápido

E desse tempo

Só algum e que o aproveito

Tempo morto existe na minha vida

Não posso fazer nada

Tenho medo que o tempo me esqueça

E que caia sobre a minha cabeça

E que depois nada possa tirar dele

Ando perdido no mundo

Voando de um lado para o outro

Estando longe de um

E perto de uma realidade bem visível

Que ma mata

Que me consome e me trai

Mas de uma coisa tenho a certeza

O tempo não pára

Ele chega a ser traiçoeiro e amigo

E a única coisa que tiro dele

É o tempo que passa

E que me deixa viver a minha vida

Como eu sempre a quis viver

Olhando para o passado digo mal e bem

Posso dizer que o tempo me ajudou

Mas olhando para o presente

Não encontro qualquer ajuda

Daquele que nunca pára

Daquele que nunca se cansa

Mas aquele que nos faz sofrer

O tempo

sábado, 26 de junho de 2010

Quero ser o teu sol

E quero que saibas que para isso

Podes contar sempre comigo

Quero que acredites em mim

E naquilo que acreditamos

Quero que venhas comigo

Para onde os dois queremos ir

Para viver o que os dois queremos viver

Para ser o que os dois sonhamos ser

Uma família

Indignação de muitos, poder de outros

Sinto que algo se passa

Sinto que nem tudo o que vejo

Ou o que sigo

E verdade

Verdade esta que dói

Por não ser acarinhado de quem gosto

Por ser odiado de quem não odeio

Por ser desprezado e acusado

De não ter futuro

Por estar a ser posta em causa

A minha convicção

Os meus valores

Sinto-me perseguido pela ignorância

E ser ignorado por quem eu não sabia

Que o era

Sigo os passos que eu sei seguir

Sigo os passos que sempre aprendi a seguir

Levo os valores

Os bons valores comigo

Mas parece que isso não conta

Parece que isso não tem importância

Só conta quem pode mais

Só contem quem tem mais

Os que não têm valor

Ou os que pensam que não têm valor

São esquecidos e ignorados

Acusados de falta de nível

Acusados de não poderem dar futuro

Chamados guerrilheiros da miséria

Chamados de guerrilheiros da ignorância

Sem poder dar algo de notável

Sempre sem poder mostrar o seu valor

Para mim o que conta é a felicidade

A pura nua e crua felicidade

Por mais que isso custe

E assim

Eu sempre fui feliz

Sem ter o que outros tinham

E por não ter essas coisas

Bens materiais pessoais e afins

Não quer dizer que não possa ser feliz

Não quer dizer que não possa fazer alguém feliz

Porque eu o fui

Porque eu o sou

Sem ajudas daqueles que não quero ajuda

Com ajuda de quem me quer bem

Ajuda daqueles que têm pouco mas muito

Daqueles que tem a felicidade

Mesmo não tendo outras coisas

Vou mostrar sempre quem sou

Vou viver sempre como sou

Sem querer ser isto ou aquilo por obrigação

Mas ser este ou aquele porque quero

Continuar a ser a pessoa que sempre fui

É desta maneira que sou feliz

É desta maneira que quero ser feliz

É assim que eu sempre fui feliz

É assim que sou e sempre vou ser

É assim que espero que me queiram

Não fico indignado por nada

Mas por tudo

Porque eu se quero ver bem alguém

Desejo esse mesmo bem

Tendo em conta o que eles querem

Tendo em conta o que eles sentem

Como eles se sentem

E não como os outros querem

Que as coisas aconteçam

Sou um filho do povo

Sou um filho de Deus

E procuro

E tudo aquilo que encontro

É para mim

E para satisfazer aqueles

Que querem viver como eu

Que pensam como eu

Que são felizes da maneira como eu sou feliz

Aqueles que querem ser feliz comigo

E a esses eu digo

Podem contar comigo

Que nunca vos vou fazer sofrer

Como alguns vos fazem sofrer

Porque quem ama não destrói

Porque quem ama não quer mal

Porque quem ama quer ser amado

I'm run

I run every day

Just to find

A means, a shadow

Where you expect

I hope to lose myself

And forget

The evil that made you go

Then see a light

The bottom of the tunnel

And I think I think

So I'll do

And I see again thy face

Water

Mirrored in the landscape

Of a world never equal

And delivery without direction or hope

Lifeless in remembrance

So you try to recover

Culpa

Estou sozinho no mundo

Mesmo tendo tantas pessoas comigo

Tantas delas que me apoiam

E eu não consigo sentir nada

Só culpa dentro de mim

Culpa por ter deixado

Culpa por estar a fazer sofrer muitos

Não sei como posso fazer com que as coisas fiquem bem

Só sei que tudo vai passar com a minha chegada

Mas mesmo a pensar nisso tenho medo

Medo de que tudo não volte ao normal

Tenho estado a pensar onde e que eu ando

E quando dou mais um passo

Penso, meu amor

O que e que faço aqui

Só preciso de ti aqui comigo

Mesmo que não possa ser fisicamente

Que seja no pensamento e que me ajudes

A superar esta angustia que vou sentindo dentro de mim

Só não quero que penses que fiz isto por mal

Eu fiz isto porque tinha de fazer

Não foi para te fazer sofrer

Mas sempre que penso

Penso que possas pensar isso

Por favor desculpa-me por este mal

Para que eu possa viver bem

E que nada mude

Quando olho para ela vem logo um calor estranho

Tão denso que chego ate a sentir frio

Não imagino nem consigo ver mais nada nem ninguém a não ser

Uma bela mulher por quem me apaixonei

Olho para o seu peito e desmaio

Perco-me no seu imenso corpo

Adoro sentir o seu cheiro

Que me faz lembrar a rosa mais perfumada do meu jardim

Passeio nos seus ombros ate chegar ao cabelo

Brilhante como o sol e nasci,

Macio como a primeira relva de Março

Adoro os seus olhos

Tão profundos como o mar infinito

Que esconde tamanhas grandezas e beldades

Impossíveis de alcançar

Coisa que não consigo ver todos os dias

E o teu belo sorriso

Que me enche de energias só de o ver

Perco-me num mundo de sonho quando vislumbro esse dom

Adoro os seu lábios,

Onde por muitos instantes me perco,

De onde não quero voltar

Quando isto tudo acaba

Sei que posso ter mais

Mas quando estou longe

Só posso ouvir a tua voz

É linda e leve como o vento

Que se move como uma leve pena

Tão suave como um anjo

Eu supostamente não devia ter medo

Mas tenho

E tenho vergonha disso

Mas este sentimento de raiva acaba

Quando eu chego novamente amo

E posso sentir tudo outra vez

Tudo ao mesmo tempo

E que nada mude

O teu ser

Pensar que te posso perder mata-me

Não consigo imaginar a minha vida sem ti

Quero poder acordar

Todos os dias do teu lado

Sem me preocupar que podes partir

E todas as manhas poder ver e sentir o teu rosto

Colado ao meu peito

Acordar a meio da noite e perder o sono

E contemplar a tua beleza

Acariciar o teu rosto

O teu corpo

Tão suavemente sem te acordar

Poder ver o teu interior sem o poder alcançar

Sentir a tua suavidade nas minhas mãos pesadas

E ver que gostas

Mesmo sem saberes o que se passa

Ver como acordas

Ver o teu sorriso de satisfação

Sem saberes bem porquê

E enquanto isso não acontece

Só me resta esperar por esse momento

Em que eu e tu nos vamos unir de novo

E poder sentir tudo ao mesmo tempo

Querer viver do teu lado

Poder fazer tudo sem pensar no amanha

Ver que estas feliz

Ver que gostas

Sentir que foi isto que sempre quiseste

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Primeira vez

Primeira vez que te vi

Olhei com indiferença sem qualquer sentimento

O tempo foi passando sem ti

E só esperava em te poder ver como no primeiro momento

Os dias foram passando

E finalmente tive a oportunidade

De passar a mão no teu corpo

Mais que uma vez e para a posteridade

Devo ser a pessoa que menos esperavas

Mas com um sentimento sem igual

Só me perguntava onde te encontravas

Para te mostrar esse meu lado sentimental

Amo o teu jeito de olhar

Adoro sentir a tua respiração

Sonho todos os dias em me poder encontrar

Cerrado no teu grande coração

Passo os dias a pensar sobre tudo

Mas não quero saber muito desses pensamentos

Pois eles só me fazem ver o mundo

Como eu não o quero ver

Nem por momentos

Resta-me esperar

Para poder ter outro pensamento

Onde lá te vou encontrar

Para te cerrar

E continuar o meu encantamento

Apetece-me desaparecer

E nunca mais voltar a este mundo

Num lugar onde passa adormecer

E acordar num segundo

Quero sentir mais uma vez o teu corpo

Cheio de amor e emoções

Como se fosse a primeira vez

Como um sopro

Sempre longe de profundas ilusões

Filmes



Quando vejo belas paisagens


Não chego a perceber a real beleza


Pois em tudo o que vejo ou faço


Tudo o que sigo ou sinto


É aquilo que tu me fazes pensar


Tenho uma vontade incessante de dormir


De me esquecer de tudo


E de nunca mais acordar


Prefiro sonhar e sentir


Tudo numa irrealidade escondida


Para não me desiludir


E quando acordar


Recordar o que sonho


E poder seguir aquilo que sinto


E ser feliz a minha maneira


E ser feliz só como eu o sei ser


Acompanhado de ilusões


Filmes, pensamentos


Mas ser realmente feliz

Pensamentos

Perdido

Longe de tudo e de todos

Penso o que nunca pensei

E, chego a pensar aquilo que não penso

Penso no futuro

Como nunca tinha pensado

E chego a perceber a essência das coisas

Daquilo que é material

E o que é físico

De tudo isto

Quero-me abstrair

Porque não devemos desenvolver vontade própria

Temos que nos deixar guiar

Pelas emoções

Pelas sensações

E por um conjunto de coisas

Que nós não sabemos bem o que são

Não quero sofrer a dor que de facto sofro

Por isso

Vou deixar a minha vida seguir

Para que de facto

Viva como sempre pensei em viver

E tudo isto sem ter pensado

Musa

Olho para os seus olhos
Vejo o mundo todo reflectido neles
Um mundo infindável de emoções
Onde todos os dias me perco


Seus encantos são infindáveis
Como os mais calmos prados de Paris
Onde me imagino a caminhar
E nunca mais parar para a alcançar


Penso todos dias na sua forma
Corpo de deusa e musa
Onde eu sonho me perder
E onde, nunca mais me quero encontrar


Recantos escondidos me seduzem
Revivendo todas as emoções
E teus lábios me conduzem
Aos mais belos sítios, guardados por centuriões


Tua alma é pura
Tão branca como um círio
Onde tudo vejo e nada alcanço
Porque és inalcançável


Peço que cada dia seja um dia novo
Para novamente te encontrar
Entrar nos seus olhos e ver
A maneira como vê o mundo


Só espero por um momento
Em que me possas ver
Mais que não seja para me ignorares
Mas só para reparares


Que és o meu ser…