quinta-feira, 29 de julho de 2010

Culpa

Não dá para esconder

Mais pareço um condenado

Partido por fora

Dor sem igual

Que me faz feliz também

Quero passar essa encruzilhada

E não posso passar armado

Como um que fora

Não sabendo o que fica

Só restando a consciência

Posso passar por cima de tudo

Que acabo sempre por cair

Sem saber o que se passa

Sem saber o que sinto

Só sei que sinto dor e saudade

Pesadelos e obstinação

Por algo que não posso fazer

Algo que acaba

Não sei bem quando

Um dia talvez

Pouco resta de mim

Estou a desaparecer

Mas vou voltar a ser reconstruído

Quando chegar

Para nunca mais voltar

Um sentimento igual

Ou a partir para longe

Daqueles que me amam

Passado tempos sem fim

Pouco tempo

Já estou farto

Daquilo que perdi

E que nunca vou ter

Mesmo me dizendo

Que posso sentir o mesmo

Que nunca vivi

Não vai ser igual

Enquanto uns passam por acontecimentos

Vou passar

Mas uma só vez

E não vou conhecer

Sendo julgado por tal coisa

De que meia culpa tenho

Não tenho culpa

Mas culpa eu tenho

Reajo sem pensar

Sem saber o que fazer

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