sábado, 7 de agosto de 2010

Quando eu olho

Vejo o que muitas vezes não quero

Mas olho com olhar profundo

Para tentar ver algo de bom

Em tudo o que existe

Quero olhar como nunca ninguém olhou

E ver o que ninguém consegue ver

E duvidar de tudo

Para que eu possa tornar essas coisa

Em alguma coisa melhor

Muitas são inalteráveis

Mas tem sempre bondade dentro

Não há nada que um português não consiga fazer

E dizer que é impossível, não é português

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Farto de tudo e de todos

Principalmente farto de mim

Não quero saber o que sinto

Sei que minto a mim mesmo

E que por isso não sou feliz

-

Deixei alguém a minha espera

Que não merece este sofrimento

Não lhe posso causar mais nada

Nem tormento

-

Fico surpreendido comigo mesmo

Por ter mudado tanto

A distância pode fazer destas coisas

Mas nada muda o meu pranto

-

Só te quero poder dizer o que sinto

E que vou voltar ao mesmo

A ser quem era e que sou

Sem que fiques farta

E que me tenhas nesse teu mundo

Imenso

Não sei do que me escondo

Sei que me quero libertar

E poder dizer tudo aquilo que sinto

Sei que tenho muito a dizer

Muito para contar e mostrar

Mas não sei como o fazer

Faltam-me as palavras fico gago

Sinto dor quando me tento calar

Sinto calor ardente quando penso

Tudo isto por ti

Só quero dizer que te amo

E aquilo que realmente sinto

Por ser tão grande dói

E ao mesmo tempo faz-me feliz

Tudo o que eu digo faço ou sinto

Vem das profundezas do meu ser

Quero acreditar e não minto

Sobre tudo aquilo que digo ao ver

Tenho saudades de ser quem sou

E de poder dizer tudo o que penso

Sem estar longe de quem me amou

Porque é nas palavras que venço

Quero acordar desta tormenta

E poder viver o que realmente tenho

Pessoa que me compreende e aguenta

Um amor que está sempre comigo

Quer um parta, fique ou venha

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Palavras

Palavras são palavras

Não as podemos negar

Mas mais do que palavras

Tenho que olhar para as minhas acções

Essas sim

Definem aquilo que sou

Culpa

Não dá para esconder

Mais pareço um condenado

Partido por fora

Dor sem igual

Que me faz feliz também

Quero passar essa encruzilhada

E não posso passar armado

Como um que fora

Não sabendo o que fica

Só restando a consciência

Posso passar por cima de tudo

Que acabo sempre por cair

Sem saber o que se passa

Sem saber o que sinto

Só sei que sinto dor e saudade

Pesadelos e obstinação

Por algo que não posso fazer

Algo que acaba

Não sei bem quando

Um dia talvez

Pouco resta de mim

Estou a desaparecer

Mas vou voltar a ser reconstruído

Quando chegar

Para nunca mais voltar

Um sentimento igual

Ou a partir para longe

Daqueles que me amam

Passado tempos sem fim

Pouco tempo

Já estou farto

Daquilo que perdi

E que nunca vou ter

Mesmo me dizendo

Que posso sentir o mesmo

Que nunca vivi

Não vai ser igual

Enquanto uns passam por acontecimentos

Vou passar

Mas uma só vez

E não vou conhecer

Sendo julgado por tal coisa

De que meia culpa tenho

Não tenho culpa

Mas culpa eu tenho

Reajo sem pensar

Sem saber o que fazer

Sempre

Sempre que tento alguma coisa

Sai-me sempre a cabeça

E eu que sonho com a perfeição

Não quero que isto se torne regra

Cada vez penso mais em mim

Para não ter de ver os outros

Como eu não quero

Mas sim para me ver a mim

Como quero ser

Chego mesmo a pensar

Que tudo

É prova que tenho de superar

Para ser outro

Melhor

E mais positivo comigo mesmo

Não encontro outra maneira

A não ser escrever

Para me redimir

Diminuir

E pensar em tudo o que fiz

Bem ou mal

Não sei

Mas quero ser completo

E quem não me aguenta como sou

Nunca me vai aguentar

domingo, 25 de julho de 2010

Tudo aquilo que faço, sigo, ou vivo, é pura intuição, coisas que vão surgindo na minha vida, pelas quais me orgulho em passar e ter passado. Cada vez mais longe daqueles que amo, pois sinto que os estou a perder, e não vou ser jovem para sempre, e mesmo sendo tão novo, já fiz muitas asneiras, pois por estar mal com alguma coisa, descarrego naqueles, que me querem o melhor, naqueles que são e serão a minha família. Cada dia que me parece mais longo, mais difícil de passar, penso em coisas que queria ver realizadas, e outras pelas quais não quero passar, mas que posso eu fazer para que isso mude? Não estou maluco da cabeça, mas o que sinto é que o meu pensamento está a ficar cada vez mais moribundo, sem saber o que pensar, e por isso faço estes filmes na minha mente. Posso ter de pagar por isto e por mais, sei que muitos já me condenaram, justa e injustamente por coisas que fiz, que não fiz, mas o que eu penso quanto a isso? Que tive sempre culpa nisso, sei que sou uma pessoa que podem contar comigo, faço tudo o que poder pelos outros, mas de que me vale isso, se eu magoo aqueles que eu mais admiro?

Eu ao estar no Afeganistão, traço dentro da minha cabeça, varias variantes, vários pensamentos…

Eu sei que te magoo e continuo a magoar, não só por aquilo que digo, mas também por aquilo que te fiz, ao sair de perto de ti, e deixar-te desamparada, e apesar de não saber, deixar-te a “criar” um filho, sozinha. Eu sei que a minha presença era muito mas muito importante, …, desculpa.

Não sei que dizer, ao mesmo tempo que me arrependo, tenho um medo tremendo, de te poder ver partir com a minha vida, sim porque para onde quer que vás, vais-me sempre levar contigo, mesmo que não queiras.

Penso todos os dias naquilo que de bom acontece, e aquilo que queremos ver realizado, se isso acontecer, vai ser lindo, já imaginaste? Vou acreditar, e acredito que sim, que isso vai acontecer, mas até lá temos que nos aguentar.

Eu sei que esta a ser muito mais difícil para ti, porque sei o que se passa, posso perceber as coisas, mesmo sem me dizeres.

Estou sempre ao pé de ti, lembra-te…

Deslumbramento

Vejo o meu mundo, contemplando

Um céu que não e meu, e de todos

Olho para o fundo da razão

E tento encontrar contemplação

Sigo o meu curto caminho, caminhando

Contando com nenhuma condição

Hoje não posso ver um todo

Que mais tarde pode vir ao topo

A minha vida não se faz, cantando

Sigo apenas outros passos, que os tomo como meus

Guardando sempre na memória que tenho

Uma pequena grande lembrança

Aquilo tudo por que vou passando

E tudo aquilo que descubro aos poucos

Dizendo sempre o que penso

Mesmo que isso me fique dentro

Como uma bomba, vou rebentando

Sigo cada segundo como o ultimo

Tirando muitas coisas do pensamento

E guardar sempre as lembranças

De um deslumbramento

sábado, 17 de julho de 2010

"..."

Fumo um cigarro perdido

No meu olhar vejo aquilo que quero ver

Na minha mente penso o que não devo

Na minha vida vejo futuro

Mas aquele que não quero

E ao mesmo tempo aquele que me faz sorrir

Dois modos de ver as coisas

Uma boa e outra pior

Uma vale a pena lutar

A outra vale a pena esquecer

Mas não consigo fazer nada

Estou longe

Estou sem poder sem força

Para poder continuar

Mas uma força dentro de mim se liberta

Que me diz que devo lutar por aquilo que quero

E que vale a pena para mim

Não vou ser para sempre jovem

Por isso tenho que me decidir

Esquecer o que não devo pensar

E continuar

Continuar a lutar para que um dia possa dizer

Tenho uma família

E sou feliz

Junto de ti

Quando viajo com o teu sonhar

Vou vendo o que nunca vi

E sonho que podia ser assim

Não posso nem quero

Pois só tu o podes ser

Porque és única

E sempre vais ser assim

Grandiosa como o vasto mar

Que me alimenta de esperanças

E me faz crescer como pessoa

E que me diz como devo ser feliz

Passam dias e dias sem te poder sentir

E crio na minha mente

Uma serie de filmes e pensamentos

Que só me fazem mal

Que me fazem sofrer

Mas como ser humano e como homem

Sonho e penso nos meus medos

Porque é com o medo

Que te posso ver todos os dias

Como és e como vais ser

Vais sempre pertencer a minha vida

Mas espero que seja de uma forma activa

Para te poder dizer todos os dias

Aquilo que sinto por ti

Aquilo que eu quero para mim

Sempre aquilo que sonho

E o que penso em ter contigo

Junto de ti

Perto do mundo infinito

Que esta na tua mão

Posso-me reduzir até

E dizer que estou na tua mão

E é lá que gosto de estar e adormecer

Sempre que penso e que me temo

Sonho com um dia onde vou voltar

A ser feliz como era

A poder voltar a amar de perto

Sem temores e sem sobressaltos

Aquilo que sempre senti e que sinto

Por aquela que é a minha luz

E de novo

Poder acordar na sua mão

E ser feliz

Junto de ti

De novo

Quando as luzes se apagam eu penso

Não posso esperar

Tenho que agir rapidamente

Antes que tudo volte a ser como dantes

Tenho abrir os meus olhos

Mas não aguento

Aquela rapariga abafa-me o coração

Dá-me forças para eu viver

Preciso de te ouvir

Ao abrir os meus olhos penso

E faço tudo aquilo que penso

Fico cheio e vazio ao mesmo tempo

Tanto sofrimento te tenho causado

E peço aos anjos que me abram a porta

Para poder entrar no teu ser

Para te poder ter por dentro e por fora

Nada me acalma a não seres tu

Enches-me todo de desejo e saudade

Que eu tenho sempre que estou longe

E que me agonia por eu não poder fazer nada

Sentimento este que me mata aos poucos

Preciso de novamente te poder sentir

Nos meus braços e abraçar

Aquele que eu tomei como meu mundo

Que é tudo menos meu

É de quem tu quiseres

Mas eu vou lutar por ter esse mundo

O mundo que eu quero para mim

Sinto falta dos teus beijos

Apesar de não me lembrar como são

Sei que gosto deles

São eles que me fazem subir

Não tenho tempo para ti

Não te posso dar o que quero

Assim eu sinto-me sem forças para continuar

Sei que podes perder o sentimento

Por tudo aquilo que te dei no passado

E por tudo aquilo que te poderia a vir a dar

Sinto-me impotente por ser assim

Por não ser capaz de te dar o que mereces

Só ao som da música me sinto bem

Porque é nele que eu vejo o teu rosto

É lã que eu volto a sentir todos os momentos

De novo

E depois as luzes voltam-se a apagar

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Nascimento

Posso passar por muitos momentos

Mas nunca mais vou passar pelo mesmo

Aquele que me deu vida

Aquele que ficaria marcado em todos

Um dia de calor de festa

Um dia em que eu vi a luz nos meus olhos

Um dia que para mim ficou marcado

E apesar de não me lembrar

Adorei esse dia

Muitas foram as coisas novas que vi

Muitas foram as alegrias que vivenciei

Onde eu não poderei voltar

Pelo momento que não vou voltar a passar

Mas um outro momento posso ver igual

E assistir a um do mesmo tipo

Falo do meu nascimento

E do nascimento do meu filho

Prova

Permaneço nas palavras

De quem as não tem

Adormeço num berço

Que sempre foi o meu

Sinto pena de me desvalorizarem

Porque sei que sou alguém

Em que se pode confiar

Guardando muito de muitos

Agradeço em que me confia

Aquilo que sabem que podem confiar

Podendo sempre esperarem de mim

Uma palavra e um gesto amigo

Sonho em um dia ser posto a prova

Esta a que eu me predisponho

Para provar aquilo que sou

Provar aquilo que sempre fui

Não julgo ninguém pelos actos

Nem pelas palavras e insinuações

Julgo por aquilo que me mostram

Não querendo nada mais de mim do que distancia

Por outro lado

Não tenho que provar nada

A não ser continuar a ser quem sou

Mostrar aquilo que sempre mostrei

É e será sempre a minha imagem de marca

Para ti

Nas horas de maior aperto

Quando te sentires cansada do mundo

Olha para mim e vê

A serenidade de que precisa

Sente o meu coração quente

Que olha por ti

Que te defende e te apoia

Sempre e incondicionalmente

Sei que nas horas de maior aperto

Dizemos coisa que não queremos

Mas te peço meu amor

Diz-me essas coisas para que te sintas liberta

Olha para o espelho

E sente-te bem contigo mesma

Olha para o céu

E sente esse teu espírito de liberdade

Não te apelo à calma

Porque sei que é difícil

Mas espera por mim

Porque quando eu chegar

Toda essa tua dor vai acabar

terça-feira, 6 de julho de 2010

A vida



A vida é tudo menos alegre



Mesmo que nos pareça



Nunca chegamos a ver o tronco



Da sua presença





Passamos por ela a correr



E nela vivemos muitas ocasiões



Mas não chegamos a desfrutar



Das suas belas sensações





Nela vivemos amores e desamores



Que muito e nada nos dizem



Podemos correr sem parar



Que ela nunca parece como a tingem





É verdade que nela



Vivemos momentos de alegria



Mas não podemos esperar nada mais



Que não sejam uns meros dois dias





Verdade esta que nos perturba



E que nunca a chegamos a perceber



Se queremos viver a vida tão intensamente



Temos que lhe dar isso a parecer





Não podemos esperar muito de uma vida tão curta, sem ser para a aproveitar. Varias maneiras de pensar, nos dizem que a vida e para ser vivida sem ritmo, outros com muito ritmo e outros de muitas outras maneiras.



Se querem saber a minha opinião, a vida é para ser vivida da maneira como queremos, e com quem queremos, sós ou sem ninguém, temos que saber aproveitar a vida, nem demasiado leves, ignorando aquilo que ela nos dá, nem demasiado extravagantes, para não cairmos em excessos e não nos arrependermos…



Por isso, a cada um cabe que rumo dar ao seu destino, se passa por estar sozinho, ou se passa por fazer uma família… só desejo a todos, que sejam o mais feliz possível, desfrutando deste nosso bem mais valioso e precioso, a vida.

domingo, 4 de julho de 2010

Nos teus braços

Fala comigo por favor

Preciso de ouvir a tua linda voz

Para que minha alma consiga dormir

E que eu viva em paz

É lindo estares onde estou

E eu amo ver-te sorrir

Adoro quando tu cantas

Porque nem acredito que estou vivo

E nos teus olhos eu vejo o paraíso

Toma-me como se fosse a última vez

Deixa-me correr para os teus braços

E ver nos teus olhos, aquilo que, não consigo ver

Não quero que sejas nunca fria

Porque tu és linda

E é por isso que eu corro

Para o teu grande céu azul

Onde perco a minha vida

Onde me apaixono

Bem longe da vida terrestre

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Explicação

Boas a todos…

Hoje vou fazer uma coisa diferente daquelas ás quais vocês estão habituados.

Como sabem eu tenho uma imaginação muito fértil, e gosto de inventar, fazer, e por vezes ver acontecer as coisas que penso, mas nem sempre aquilo que penso quero ver na realidade. Estou a falar dos meus “filmes”, filmes esses mentas, que faço ou para meu belo prazer, ou porque tenho medo distou ou daquilo. O que vos tenho a dizer meus amigos, é muito simples, não levem a mal esta pequena faceta, não leve a mal aquilo que penso, pois tenho medos como qualquer um os tem. O que talvez seja pior é eu passar esses filmes para fora da minha cabeça, e confrontar as pessoas com eles, mais uma vez, não é por mal, talvez descargo de consciência.

Por isso quero neste pequeno texto, pedir as minhas sinceras desculpas a todos aqueles que magoei, e que ainda continuo a magoar, quero que saibam que gosto de vocês, e que isto é mais uma qualidade/defeito meus, qualidade em termos de imaginação fértil, e defeito na medida em que eu acabo por magoar quem não quero, e perco por isso, a amizade, o amor, a confiança, e ganho a desconfiança e o afastamento de muitos.

Mais uma vez, desculpem esta minha faceta…

Obrigado

domingo, 27 de junho de 2010

“No cimo do monte tinha um banquinho, e muitas luzinhas”

E fácil olhar para ti mesmo que tu não olhes

Olho para o teu sorriso e canto

Quero crescer no teu mundo

Quero aprender a ser feliz

Não quero saber o que os outros pensam

Mas sim o que sentes

E ver a vida que carregas a crescer também

E ser feliz num lugar

Onde podemos e vamos ser felizes

Num lugar onde há

Um monte e um banquinho

E muitas luzinhas

Eu amo-te

É lá que te vou pedir

Para nos vermos crescer

E poder dizer que onde tudo começou

Tudo vai durar para a eternidade

Respiro o ar que respiras

E posso dizer que vivo sufocado

Porque tu me tiras o fôlego

Mas eu gosto dessa sensação

Que nunca antes senti

E que espero vir a sentir sempre

Vejo nos teus olhos o meu caminho

E é nele que quero caminhar

É nele onde me quero fechar

E nunca mais sair

Não quero que tu me deixes sair

Para podermos ser felizes

“No cimo do monte tinha um banquinho, e muitas luzinhas”

Tempo

Não me esqueço do tempo

Que passa bem rápido

E desse tempo

Só algum e que o aproveito

Tempo morto existe na minha vida

Não posso fazer nada

Tenho medo que o tempo me esqueça

E que caia sobre a minha cabeça

E que depois nada possa tirar dele

Ando perdido no mundo

Voando de um lado para o outro

Estando longe de um

E perto de uma realidade bem visível

Que ma mata

Que me consome e me trai

Mas de uma coisa tenho a certeza

O tempo não pára

Ele chega a ser traiçoeiro e amigo

E a única coisa que tiro dele

É o tempo que passa

E que me deixa viver a minha vida

Como eu sempre a quis viver

Olhando para o passado digo mal e bem

Posso dizer que o tempo me ajudou

Mas olhando para o presente

Não encontro qualquer ajuda

Daquele que nunca pára

Daquele que nunca se cansa

Mas aquele que nos faz sofrer

O tempo

sábado, 26 de junho de 2010

Quero ser o teu sol

E quero que saibas que para isso

Podes contar sempre comigo

Quero que acredites em mim

E naquilo que acreditamos

Quero que venhas comigo

Para onde os dois queremos ir

Para viver o que os dois queremos viver

Para ser o que os dois sonhamos ser

Uma família

Indignação de muitos, poder de outros

Sinto que algo se passa

Sinto que nem tudo o que vejo

Ou o que sigo

E verdade

Verdade esta que dói

Por não ser acarinhado de quem gosto

Por ser odiado de quem não odeio

Por ser desprezado e acusado

De não ter futuro

Por estar a ser posta em causa

A minha convicção

Os meus valores

Sinto-me perseguido pela ignorância

E ser ignorado por quem eu não sabia

Que o era

Sigo os passos que eu sei seguir

Sigo os passos que sempre aprendi a seguir

Levo os valores

Os bons valores comigo

Mas parece que isso não conta

Parece que isso não tem importância

Só conta quem pode mais

Só contem quem tem mais

Os que não têm valor

Ou os que pensam que não têm valor

São esquecidos e ignorados

Acusados de falta de nível

Acusados de não poderem dar futuro

Chamados guerrilheiros da miséria

Chamados de guerrilheiros da ignorância

Sem poder dar algo de notável

Sempre sem poder mostrar o seu valor

Para mim o que conta é a felicidade

A pura nua e crua felicidade

Por mais que isso custe

E assim

Eu sempre fui feliz

Sem ter o que outros tinham

E por não ter essas coisas

Bens materiais pessoais e afins

Não quer dizer que não possa ser feliz

Não quer dizer que não possa fazer alguém feliz

Porque eu o fui

Porque eu o sou

Sem ajudas daqueles que não quero ajuda

Com ajuda de quem me quer bem

Ajuda daqueles que têm pouco mas muito

Daqueles que tem a felicidade

Mesmo não tendo outras coisas

Vou mostrar sempre quem sou

Vou viver sempre como sou

Sem querer ser isto ou aquilo por obrigação

Mas ser este ou aquele porque quero

Continuar a ser a pessoa que sempre fui

É desta maneira que sou feliz

É desta maneira que quero ser feliz

É assim que eu sempre fui feliz

É assim que sou e sempre vou ser

É assim que espero que me queiram

Não fico indignado por nada

Mas por tudo

Porque eu se quero ver bem alguém

Desejo esse mesmo bem

Tendo em conta o que eles querem

Tendo em conta o que eles sentem

Como eles se sentem

E não como os outros querem

Que as coisas aconteçam

Sou um filho do povo

Sou um filho de Deus

E procuro

E tudo aquilo que encontro

É para mim

E para satisfazer aqueles

Que querem viver como eu

Que pensam como eu

Que são felizes da maneira como eu sou feliz

Aqueles que querem ser feliz comigo

E a esses eu digo

Podem contar comigo

Que nunca vos vou fazer sofrer

Como alguns vos fazem sofrer

Porque quem ama não destrói

Porque quem ama não quer mal

Porque quem ama quer ser amado

I'm run

I run every day

Just to find

A means, a shadow

Where you expect

I hope to lose myself

And forget

The evil that made you go

Then see a light

The bottom of the tunnel

And I think I think

So I'll do

And I see again thy face

Water

Mirrored in the landscape

Of a world never equal

And delivery without direction or hope

Lifeless in remembrance

So you try to recover

Culpa

Estou sozinho no mundo

Mesmo tendo tantas pessoas comigo

Tantas delas que me apoiam

E eu não consigo sentir nada

Só culpa dentro de mim

Culpa por ter deixado

Culpa por estar a fazer sofrer muitos

Não sei como posso fazer com que as coisas fiquem bem

Só sei que tudo vai passar com a minha chegada

Mas mesmo a pensar nisso tenho medo

Medo de que tudo não volte ao normal

Tenho estado a pensar onde e que eu ando

E quando dou mais um passo

Penso, meu amor

O que e que faço aqui

Só preciso de ti aqui comigo

Mesmo que não possa ser fisicamente

Que seja no pensamento e que me ajudes

A superar esta angustia que vou sentindo dentro de mim

Só não quero que penses que fiz isto por mal

Eu fiz isto porque tinha de fazer

Não foi para te fazer sofrer

Mas sempre que penso

Penso que possas pensar isso

Por favor desculpa-me por este mal

Para que eu possa viver bem